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Agricultores atingidos pela estiagem pedem crédito emergencial e mais tempo para pagar dívidas

14/01/2020

Uma lista com demandas para atenuar os efeitos da estiagem no Estado foi elaborada nesta segunda-feira (13) por entidades que representam os agricultores e o governo do Estado. Entre os 10 pontos prioritários, estão o pedido de abertura de linha de crédito emergencial a agricultores familiares, a prorrogação e a repactuação de dívidas e a prorrogação do calendário de plantio da soja e do milho — duas das culturas mais atingidas.

O documento será encaminhado ao governador Eduardo Leite nesta terça-feira (13). Em seguida, as reivindicações serão levadas ao Ministério da Agricultura, que irá enviar técnicos ao Rio Grande do Sul para avaliar os prejuízos causados pela falta de chuva. A situação ocorre desde dezembro e, de acordo com o Piratini, deverá persistir até o final de fevereiro, com períodos de chuvas esparsas.
Segundo o último balanço da Defesa Civil estadual, 32 municípios gaúchos assinaram decreto de situação de emergência. A última prefeitura a pleitear auxílio emergencial foi Herveiras, cidade de quase três mil habitantes no Vale do Rio Pardo. Esse é o segundo decreto com o mesmo objetivo assinado pela prefeitura em quatro meses, já que em outubro a plantação de fumo na região foi perdida devido a vendaval e chuva de granizo.

Ao apresentar o decreto, as prefeituras têm o objetivo de facilitar o recebimento de recursos e, assim, amenizar prejuízos, ajudando também na renegociação de dívidas e no acesso a benefícios, como liberação do FGTS a moradores.

Outras 12 cidades comunicaram perdas nas lavouras, mas ainda não formalizaram nenhum pedido especial de ajuda. Além de soja e milho, há prejuízos significativos nas plantações de fumo e feijão, além da produção de leite.

Na última semana, o governador confirmou que irá autorizar a liberação de verba extra para a perfuração de poços nas regiões atingidas. Também haverá recursos para agricultores familiares para milho e forrageiras.

A Secretaria Estadual da Agricultura classificou a estiagem como a mais grave desde a safra 2011-2012.

Fonte: Gaúcha ZH

Créditos da Imagem: Gaúcha ZH

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