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Consumo de ovo cresce quase 70% em dez anos

09/10/2020

A segunda sexta-feira de outubro é o dia mundial do ovo, data instituída pela Organização Mundial da Industria e Produção de Ovos (International Egg Comission/IEC). E, conforme projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para esta data, o consumo desse alimento rico em proteína deve aumentar neste ano para 250 unidades por habitante, número 8,5% maior que 2019. Esse valor também representa um crescimento de 69% desde 2010, quando a média era de 148 ovos por habitante ao ano. Além disso, o mercado interno deve absorver 99% das 53 bilhões de unidades que deverão ser produzidas em 2020 (quase 1,3 mil ovos por segundo).

O presidente da ABPA e do Instituto Ovos Brasil (IOB), Ricardo Santin, afirma que, embora a demanda interna esteja aquecida, o setor se depara com os altos custos de produção. “É o quadro que enfrentamos hoje com o milho e a soja, que vivem altas históricas”, pontua.

No Rio Grande do Sul, o cenário é similar. O presidente-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), que promove o alimento há 13 anos com o Programa Ovos RS, Eduardo Santos, concorda que o segmento passa por um momento delicado e o motivo é a estiagem. Essa adversidade climática quebrou a safra de milho e soja, base da alimentação dos animais, e, aliada à pandemia e à exportação expressiva, elevou os custos de produção de um nicho que já tem uma margem de lucro apertada. Para se ter uma ideia, em um ano, o lucro aumentou 24% para se repor custos e manter preços atraentes para consumo, o que acaba exigindo muito das granjas.

Santos projeta que até o final do ano o Estado deve conquistar uma certificação para sistemas alternativos, com aves criadas soltas, coloniais, caipiras e codornas, para ampliar as oportunidades de entrada no mercado internacional. “Devemos ter uma desaceleração no preço dos grãos no primeiro semestre de 2021, mas também não voltaremos ao patamar de 2019, o que quer dizer que o setor vai ter que aprender a conviver com esse custo elevado”, acrescenta.

A diversificação para ovos processados, líquido e em pó está em expansão no Estado, que deve receber até o final do ano a Master Eggs, em Feliz. Esta será a segunda empresa na região que irá produzir ovos líquidos, além de pasteurizados e, a longo prazo, em pó.

O Rio Grande do Sul é o quinto maior produtor de ovos do Brasil e ocupa a liderança na exportação. O Estado produz 3,5 bilhões de ovos por ano para atender o mercado. O plantel gaúcho tem em torno de 12 milhões de aves poedeiras.

Fonte: Correio do Povo
Créditos da Imagem: MAURO SCHAEFER / CP MEMÓRIA

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