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Milho: preços internacionais terminam sexta-feira em baixa

11/02/2019

Após operar durante a maior parte do dia no campo de alta, os preços internacionais do milho encerraram a sexta-feira (08) com pequenas baixas. As principais cotações apresentaram desvalorizações entre 1,75 e 2,25 pontos negativos na Bolsa de Chicago (CBOT). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,74, o maio/19 valia US$ 3,82 e julho/19 era negociado a US$ 3,90.

Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho operaram em alta ao longo deste último dia da semana para se recuperar das baixas dos dias anteriores e com estreitamento das negociações.

Conforme noticiado pela Agência Reuters, o mercado operou o dia todo aguardando a divulgação das informações dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos após 35 dias de paralisação parcial do governo norte americano que adiaram diversos indicadores.

No relatório do USDA divulgado nesta sexta-feira, os números do milho vieram bem alterados e reduzidos no cenário norte-americano. A safra caiu para 366,29 milhões de toneladas, contra 371,52 milhões do boletim de dezembro último. A produtividade também caiu e ficou em 184,53 sacas por hectare. Do mesmo modo, o USDA baixou os estoques finais do cereal nos EUA de 45,24 para 44,07 milhões de toneladas. O uso do grão para etanol também foi revisado para menos, ficando em 141,61 milhões de toneladas.

Mercado interno

Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, valorizações foram registradas apenas nas praças de Palma Sola/SC, Primavera do Leste/MT, Castro/PR, Luís Eduardo Magalhães/BA, Assis/SP, Dourados/MS e Rondonópolis/MT. Por outro lado, apenas o Oeste da Bahia teve desvalorização.

De acordo com a XP Investimentos, a semana se encerra com o mercado de milho paulista muito especulado. A dificuldade em adquirir milho tributado persiste (alta do frete) e restringe os negócios ao diferido. O cenário gera oportunidade para que intermediários e silos elevem as pedidas e realizem seus lucros. Indústrias e granjas tentam se retrair, adquirindo somente o necessário. A expectativa destes é que a colheita local avance rapidamente em fevereiro (oferta robusta).

Já a bolsa brasileira finalizou a semana muito próxima da estabilidade com movimentações muito tímidas. As principais cotações apresentaram flutuações entre 0,61% negativo e 0,28% positivo por volta das 17h22 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a R$ 40,81, o maio/19 valia R$ 38,65 e julho/19 era negociado a R$ 35,50.

Fonte: Notícias Agrícolas
Créditos da Imagem: Banco de Imagens ASGAV

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